Em 15 de outubro, Dia Internacional da Mulher Rural, a revista Forbes divulgou uma seleção das 100 mulheres mais poderosas do agro em 2026. A iniciativa reconhece a atuação de mulheres que se destacam por sua capacidade de decisão, influência e impacto no agronegócio brasileiro.
A escolha, segundo a Forbes, buscou reconhecer que o poder feminino no agro não está concentrado em um único grupo. Por isso reuniu mulheres de diferentes regiões, gerações e atividades.
Esta é a segunda lista divulgada pela revista. A primeira foi divulgada em 2021. Duas engenheiras agrônomas sul-mato-grossenses figuram na lista das mais poderosas: Stéphanie Ferreira Gobato e Tereza Cristina Correa da Costa Dias.
Protagonismo feminino
Nascida em Três Lagoas, Stéphanie Gobato cursou Agronomia na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), com passagem pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos. Desde 2023, preside a Comissão Nacional das Mulheres do Agro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA,) criada para ampliar o protagonismo feminino e formar lideranças no sindicalismo rural. É também diretora da Famasul e delegada efetiva do Sindicato Rural de Três lagoas.

Com atuação em áreas ligadas ao manejo e à recuperação de pastagens degradadas, com foco em uma pecuária mais tecnológica e sustentável, Stéphanie é parte da quarta geração de uma família de pecuaristas.
Liderança agro no Senado
Desde 2023, a engenheira agrônoma Tereza Cristina Correa da Costa Dias é senadora por Mato Grosso do Sul. Uma das principais representantes do agronegócio no Congresso Nacional, ela integra, pela segunda vez, a lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro, publicada pela revista Forbes. A primeira seleção foi divulgada em 2021.

Formada pela Universidade Federal de Viçosa, em 1978, Tereza Cristina é natural de Campo Grande e já manifestou o desejo de ser a primeira mulher a presidir o Senado. Sua trajetória na vida pública inclui a gestão de secretarias estaduais em Mato Grosso do Sul, dois mandatos como deputada federal e o comando do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de 2019 e 2022. Um dos últimos atos enquanto ministra foi o lançamento do Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê reduzir a dependência brasileira de adubos importados de 85% para 50% até 2050.
Janine Monteiro
Com informações e imagens da Forbes e Famasul